terça-feira, 18 de julho de 2017

A origem do conhecimento e a produção de significado pelos homens

Não somente de inteligência racional vive homem, mas também de inteligência emocional.
Nesta postagem iremos discutir a respeito da temática do conhecimento, explorando sua natureza, sua definição. E veremos como o conhecimento se relaciona com outros itens antecedentes, como os dados do mundo e as informações que são gerados a partir desses. Bem como as nomenclaturas de inteligência que existem e seus diferentes tipos e usos. Bem. O conhecimento pode ser descrito como o ato ou efeito de ser obter informações sobre um determinado ente do mundo. Este podendo ser material e real, como uma maça, ou imaginário e abstrato, como a quantidade de maças presente dentro de uma caixa. Perceba que, enquanto a maça existe e é real no mundo, os números não existem na natureza em si, mas apenas o seu conceito quantitativo de classificação, em dizer quantas maças existem na caixa.

Maças e outras frutas são objetos do mundo
que podem abstraídos pelos humanos.
O mundo é composto por uma série de objetos e cada um deles apresenta características intrínsecas ao mesmo. Para essas características damos o nome de dado, que é todo o elemento identificável em um objeto, que quando recebe um processamento, através de uma análise quanto a seu contexto e propósito, obtemos a informação, que é o resultado da análise desses dados, tornando-se útil para o receptor desses, que os organiza e categoriza, estruturando-os. Quando pronuncio o atributo puro vermelho, estou me referindo a um dado, quando digo que a maça é vermelha, estou informando o atributo de um objeto, por tanto, uma informação. Por fim temos o conhecimento, que é habilidade de relacionar informações, de procurar padrões através da reflexão e síntese. Dando uma funcionalidade ao objeto.

Se sabemos que maças vermelhas são boas para comer, e que as maças verdes não são boas para tal ato. Podemos tomar conhecimento que devemos comer as maças vermelhas e não as maças verdes. Ao relacionar a qualidade do gosto da maça a sua cor, derivamos que podemos saber se a mesma pode ser comida ou não apenas por esta característica, e não precisamos então, necessariamente, comer a maça para saber se a mesma se encontra boa ou não para o consumo. Isso é o conhecimento que adquirimos através da combinação de informações. Deste modo, temos a ação a ser tomada com base no conhecimento. As decisões humanas são feitias tomando isso como base. Quanto mais conhecimento tenho, mais liberdade tenho para escolher entre as diversas opções que predisponho.

A diferença entre inteligência, sabedoria e esperteza

Tudo isso muito interessante. Agora vamos dar uma olhada na definição de inteligência. Inteligência pode ser definida como a habilidade de se resolver problemas. Inteligente é por tanto aquele capaz de abstrair as informações de um problema, pensa em uma forma de resolve-lo, planejando passos e artifícios, que por fim irá gerar uma solução valida e logo correta. Grande parte das vezes quando tratamos de inteligência vemos apenas uma única faceta de sua existência, que é a inteligência racional através do famoso quociente de inteligência, o bom e velho QI. Contudo devemos lembrar que temos um outro tipo de inteligência, tão importante quanto a primeira, que é a inteligência emocional, também chamado de quociente emocional, abreviado certa vez por QE. Sendo essa última irracional, não sentido estrito da palavra, e sim que a mesma não segue as leis lógicas da razão e sim da emoção. Tendo esta, portanto, uma lógica diferenciada e própria para si.

A inteligência, sendo assim, está estritamente relacionada com a velocidade em fornecer uma resposta válida para algum problema. Pessoas inteligentes por tanto são as que consegue resolver um problema no menor tempo possível. E menos inteligentes são aquelas que demoram ou não conseguem solucionar o problema. Quando falamos em inteligência emocional, perceba que o problema deixa de ser resolver contas matemáticas e afins, mas sim em saber lidar com as pessoas ao seu redor. Pessoas estressadas e com pouca paciência, bem como pessoas que não consegue se relacionar com os outros, podem indicar uma baixa inteligência emocional. Apresentadores de televisão e comerciantes são exemplos de profissões que requerem altas habilidades nesse tipo de inteligência.
A inteligência emocional é uma habilidade que infelizmente não é
ensinado nas escolas, e por tanto, deve ser aprendida no decorrer da vida.
Já a sabedoria se trata do acumulo de conhecimento obtido por uma pessoa. Uma pessoa é sabia se a mesma é detentora de muitos conhecimentos. Geralmente a sociedade atribui o título de sábio aos idosos, por terem vivido a vida por mais tempo que os jovens, e assim, terem acumulado um alto grau de experiências sobre a vida. Contudo nem sempre isso se verifica, dado que para ser sábio a pessoa precisa ter obtido o conhecimento, se a mesma não tiver vivenciado muitas experiências, poderá ser um idoso e menos sábio que um jovem que tenha vivido várias experiências diferentes e obtido o conhecimento a partir dessas. Deste modo, ser sábio é melhor que ser inteligente. Pois o sábio ao ter se deparado por inúmeros problemas, tem mais conhecimento para raciocinar, logo resolver problemas de maneira mais eficiente e rápida. Quanto a inteligência diz respeito mais da capacidade de raciocinar apenas, este pode ter mais dificuldades, pois pode lhe faltar experiência para solucionar as questões que são lhe dado.

Por fim temos a esperteza. Esperto é aquele que se utiliza de seus conhecimentos para um dado benefício, seja próprio ou coletivo. Produzindo necessariamente uma ação contextualizada. Podendo ser empregada tanto de forma pejorativa, como “tirar vantagens”, o chamado espertinho, ou não. Comer a maça vermelha é algo a ser feito porque é bom. Perceba que na esperteza há por tanto sempre um juízo de valor. Onde se pondera aquilo que deve ou não ser feito. Uma pessoa pode ser esperta e não necessariamente inteligente. Pessoas espertas geralmente são líderes e chefes de grupos, pois conseguem obter o melhor de cada um dos indivíduos para que a resolução de um determinado problema seja feita da melhor maneira possível. Reduzindo-se custos e aumentando os lucros de uma empresa por exemplo, evitando a de sobrecarregar de atividades nas pessoas, conhecendo seus limites, ou não designar tarefas que não compete a determinadas pessoas. Perceba que a inteligência emocional se faz muito importante que a inteligência racional.

Semiótica e o estudo dos objetos do conhecimento

No ramo da aprendizagem encontramos as definições, que podem ser divididas em conceitos e fatos. Conceitos são relações de fatos. Os fatos são os dados em si em sua forma pura e devem ser, portanto apenas memorizados. Enquanto os conceitos, deve-se ter os fatos memorizados e juntos com esses, memorizar suas relações. A frase “aprender é recordar” ser refere diretamente a esse processo de decorar fatos e conceitos que serão utilizados para a resolução de problemas, é a sabedoria. A maneira como você ordena os conceitos e os fatos para encontra a solução de novos problemas é a sua inteligência. Tudo que é novo fica a cargo da inteligência, e tudo que é velho, que já foi visto fica encarregado de ser resolvido pela sabedoria. Os sábios são mais rápidos porque ao presenciarem o problema antes, ou parecido, conseguem resolve-lo em menor tempo, do que uma pessoa inteligente que terá que desenvolver todo o raciocínio do zero caso esta não tenha o conhecimento suficiente dos conceitos e dos fatos do dado objeto, como vimos anteriormente.

Segundo Pierce a semiótica pode ser representada por um triângulo composto por três atores distintos: o objeto, representando o ente na natureza em sua forma pura, e junto a esse temos o signo, que é a representação figurada desse objeto imaterial ou real. Um exemplo elucidativo seria as placas de transito que representam a sinalização a respeito do que é ou não permitido nas ruas e estradas. Logo temos o interpretante, o agente capaz de relacionar o signo a seu objeto e vice-versa. Quando vemos uma placa de proibido estacionar, vemos o seu símbolo, no caso a letra e maiúscula cortada, onde o corte significa proibido, e o e maiúsculo deriva da primeira letra da palavra estacionar. Esta representação foi assimilada ao objeto imaterial de que não podemos estacionar no local onde esta placa estiver posicionada, representando o signo do objeto de proibição.
O triangulo de Pierce pode ser utilizado para compreender
como a linguagem humana é construída e se molda para
abstrair os objetos em signos inteligíveis.

Para os signos, Pierce produziu uma divisão ampla e categorizada de três formas a relação entre o signo e o objeto: o ícone como imagem, em que se caracteriza com o objeto através de sua semelhança com esse, já o índice é utilizado para indicar, apontar a presença de um dado objeto por uma relação de consequência por contiguidade, onde ao se encontrar o objeto irá ser encontrar o outro dado objeto. Por fim temos o símbolo, onde é feito uma representatividade do objeto por uma abstração, sendo muitas vezes arbitrário e convencionado. Para elucidar as relações tomadas, podemos ter uma fotografia como um ícone, onde a relação da imagem de uma pessoa na vida real e na foto é feita de maneira direta. Um sinal de fumaça ou uma pegada na areia indicam presença de fogo e de que alguém passou naquele local, uma relação de contiguidade. E o simbolo da "cruz vermelha" simboliza a presença de um hospital, perceba que o sinal de mais que representa esse simbolo não há qualquer relação com saúde ou um hospital. Com isso obtemos a definição de linguagem para Pierce, que consiste em um agrupamento de signos, que nada mais são do que objetos que está no lugar do outro. As palavras, por exemplo, são uma forma eficiente em abstrair as coisas do mundo, bem como a fala oral, mesmo por certa vez serem tão ambíguas quando mal utilizadas.
sábado, 20 de maio de 2017

Procrastinação nos estudos. Como ser mais produtivo

A arte de deixar para depois é um problema sério presente em vários alunos. Como vencer essa questão?
Certamente um dos maiores vilões que impedem um bom estudo é o ato de procrastinar. Procrastinação vem do latim e significa literalmente “deixar para amanhã”, é aquilo que poderíamos fazer hoje, mas por preguiça, falta de vontade, colocamos o trabalho para frente. Por que será que fazemos isso e não conseguimos tomar as rédeas de controle de nossas vidas? Em termos evolutivos a origem da procrastinação se encontra que devido a futuro incerto aqueles que se contentaram com ações imediatas foram o que sobreviveram e passaram seus genes adiante. Contudo em um mundo civilizado onde o homem passa a exercer maior controle, a procrastinação passou a ser um problema, visto que foram geradas muitas metas de médio e a longo prazo que precisam ser resolvidas de maneira rápida e eficiente.

Esse é o cerne da procrastinação, do porque temos esse comportamento irracional. Por sermos criaturas a procura de prazeres, aquilo que nos dar satisfação primeiramente, será aquilo que será seguido. Com isso certamente fazer qualquer outra coisa é muito mais legal e divertido do que abrir os cadernos e começar uma sessão de estudos. Por que? Simplesmente porque a graça do estudo não se encontra no dado momento que se faz o ato, mas no futuro, seja através de uma boa nota em uma prova, ou a felicidade de se passar em um vestibular. Até mesmo assim: porque não o contentamento consigo mesmo em saber de um determinado assunto que o deixa feliz? Como começar a tocar um instrumento? Para isso iremos passar por alguns pontos que podem ser uteis para evitar a procrastinação, e não ter mais tarde que correr do pânico de se fazer uma prova que não se dedicou a mesma.

Definições claras de objetivos e delimitação temporal

A capacidade de quebrar problemas em pedaços
menores contribui com uma melhor compreensão
do conteúdo e na redução da procrastinação.
O primeiro passo a ser feito para evitar a procrastinação nos estudos é a definição de um objetivo claro e cristalino. A natureza tende a seguir o caminho mais fácil possível, e nossos cérebros por serem produtos da natureza fazem o mesmo. Com isso se você deseja estudar, deve facilitar o seu estudo. É preciso quebrar o conteúdo em pedaços pequenos e consumir esses pedaços, um por um, quando nos depararmos com um grande trabalho a ser feito e o deixamos para depois com medo de enfrenta-lo. Então devemos dividi-lo e ir fazendo aos poucos o que deve ser feito. Isso facilitará muito a realização de qualquer atividade, não somente no meio acadêmico, mas na vida pessoal também.

Outro ponto então é a questão de limitação temporal, você pode usar o seu celular e colocar um timer, que é um dispositivo onde você define um período e ele avisa quando esse tempo acaba. Isso permite que você consiga ter um maior controle sobre suas tarefas e definir com precisão o quanto você irá desprender-se para resolve-las. Quando não colocamos tempo nas coisas, o nosso cérebro compreender que a tarefa não terá fim, e com isso podemos ficar muitas horas nela, e nisso já sofremos um bloqueio natural. Além de possibilitar uma entrada para a atividade, um ponta pé inicial, você consegue controlar o tempo, podendo quem sabe adicionar mais algumas horas ou dias depois, caso não consiga terminar a tempo. Permitindo fazer razão entre o que foi feito e ao tempo fornecido para a execução da tarefa.

Utilize-se do site Timer Online para controlar a duranção do seu tempo de estudo. Para marcação do tempo de execução de uma tarefa, utilize-se do site Cronômetro Online como ferramenta. Acesse agora mesmo!

Tente também quando for começar uma nova tarefa parar todas as outras atividades paralelas. Essa com certeza já é conhecida para evitar a procrastinação nos estudos, e certamente muito alunos já o fazem que é se desconectar do celular e das redes sociais. Desligue os aparelhos porque eles predem muito a atenção, e quando se deparamos já estamos fazendo outras coisas que não era para estar sendo feitas, como ver conversas e chamadas no celular. É preciso se concentrar, então antes de começar tente fazer uma meditação, esvaziar a mente das bobagens e focalizar no conteúdo que será aprendido, faça respirações breves e comece a contar até um determinado número, dez ou cinco, e repita o processo algumas vezes, três ou cinco vezes. E então inicie a tarefa. Estará muito mais concentrado depois disso certamente. É preciso gerar aquilo chamamos de fluxo, ou flow do inglês, para que se possa realmente ter um aprendizado profundo.

A importância da geração do estado de fluxo

O estado de fluxo é quando fazemos uma atividade e perdemos a noção do tempo. Quando nos encontramos tão imersos no que estamos fazendo e quando olhamos para o relógio não acreditamos que tenha passado de maneira tão apressada ou lenta o fluxo temporal. Grande parte das vezes fazemos isso com coisas que gostamos, quando praticamos esportes, apreciamos uma boa música ou quando temos uma boa conversa entre amigos. Mas muito difícil com coisas que não gostamos. Com isso, para gerar fluxo nos estudos, é preciso remover as energias negativas, os pensamentos ruins a respeito da disciplina e do conteúdo que não gostamos. Dizer que odeia matemática só irá reforçar para você mesmo o quanto você não gosta dessa matéria. É preciso navegar na contramão para começar a agir através do fluxo.
Os artistas foram o objeto de estudo de Mihaly que através da sua abordagem
 conseguiu demonstrar a existência do estado de fluxo.
Proposto inicialmente pelo psicólogo húngaro Mihaly Csikszentmihalyi em seu livro a “Descoberta do Fluxo”, Mihaly argumenta através de sua psicologia positiva que o estado de fluxo, também chamado de experiência ótima, continha uma série de elementos que a caracterizava como prazerosa. Que fazia com que os sensores receptivos parecem de responder e a pessoa pudesse se dedicar integramente a uma determinada tarefa. Em seu experimento as pessoas nesse estado se descreviam que a tarefa poderia ser completada e que na mesma havia objetivos claros que ofereciam respostas imediatas, também chamado de feedback, bem como com envolvimento profundo na ação que era feita sem esforço e com controle sem despreocupações, além da alteração na passagem do tempo. Dentre essa lista de pontos, o único que não se poderia encaixar nos estudos é a ideia de se estudar sem esforços.

Para que se aja estudo é preciso se esforçar, visto que o conteúdo a ser visto seja desconhecido, não será nada divertido ter que aprendê-lo. Entretanto, conforme vamos nos debruçando sobre a temática a ser estudada, mais familiarizados nos tornamos da mesma, e deste modo conseguimos aumentar nosso engajamento na disciplina. Por isso quanto mais se conhece sobre um determinado assunto, melhor será o meu aprendizado e também a redução do meu nível de procrastinação sobre determinada tarefa. É preciso então prepara o terreno antes e não cair em cima dos tópicos complicados e questões difíceis. O aprendizado deve ser feito de maneira gradual para se evitar o desinteresse e frustração, que podem gerar o chamado bloqueio de pensamento que vimos anteriormente. Ou ser for muito fácil, o tédio por desinteresse, no caso em que a tarefa não apresentar desafios a serem tomados.
Desenho gráfico esquematizando a linha de fluxo, não muito acima e nem muito abaixo,
mas na medida de exata, que permite que a percepção de tempo se desprenda.

Tenha recompensas após a sessão de estudos e não se cobre de mais

Após estudar durante horas e não receber nada nosso cérebro acaba por desanimar, com isso para continuar empenhado, montar um esquema de recompensar pode ajudar. Não coma o chocolate que tanto goste antes de terminar as atividades, não assista aquele vídeo de maquiagem antes de acabar com o que está fazendo. Use esses recursos como recompensa. Aproveita os descansos de cinco a dez minuto entre as sessões de estudo para fazer mimos a si mesmo. Entretanto não aguentou e comeu o chocolate mesmo assim? Não tem problema, chorar por atos passados não irá ajudar em nada. É preciso fazer novas promessas que na próxima vez isso não irá acontecer e cumprir com o que prometeu para si mesmo. Se não conseguir, utilizar-se de alguém como testemunha, como o irmão ou a namorada que podem ser ainda mais efetivos pois não gostaríamos de desapontar aqueles que amamos, e eles também pode ajudar nas cobranças.

Apesar de tudo, uma grande dificuldade seria a questão das atividades que não apresentam uma meta temporal, são os afazeres que não são estipulados prazos, como por exemplo: tentativas de entrar em uma dieta para perde peso, começar a praticar esportes, dar o início a um hábito de leitura. São tarefas que visam a melhora pessoal, e como não colocamos um prazo a procrastinação ser dará no direito de sempre nos fazer adiantar essas tarefas para colocar outras prioridades na frente. Por isso é tão importante o conceito de colocar prazo em tudo o que deve ser feito. Deste modo, através desta postagem esperamos que os alunos possam se dedicar mais e utilizar essas estratégias mencionadas no decorrer do texto para evitar a procrastinação nos estudos e obter uma vida mais dentro dos prazos.
sexta-feira, 21 de abril de 2017

Quais são as formas de aprendizado que existem? Conheça a pirâmide do aprendizado

Qual é o melhor método de estudo que existe? Como eu posso memorizar mais assuntos?
Grande parte das pessoas reconhecem a importância de se fazer uma boa leitura de um livro, da necessidade de se grifar as partes importantes com um marcador de texto, ou o uso canetas coloridas para essa finalidade. Outros ainda identificam que ir para as aulas assistir o professor lecionar estariam aprendendo apenas por ouvir o mesmo se pronunciar sobre o assunto. Que grande erro estariam esses cometendo, ao saber que na verdade existem formas melhores e muito mais eficientes de se aprender. Por causa disso, iremos mostrar nesse artigo a pirâmide do aprendizado e como ela pode ser útil para melhorar a performance de um estudante em sua vida escolar.

Dado a dinamicidade do ser humano, o mesmo não pode se apresentar como um ser passivo, que pretende assimilar o conteúdo por osmose, estático ao mesmo, apenas sentado sem fazer qualquer esforço ativo. Deste modo, justamente, existe uma escala que determina o grau de retenção de uma pessoa com base nas diferentes formas de se aprender, é a chamada pirâmide do aprendizado. E como era se de esperar, quanto menos ações o indivíduo toma, maior é a perda do conteúdo visto. Por causa disso, assistir aulas de um professor ou ir em palestras faz com que o indivíduo retenha apenas 5% do conteúdo que foi observado no dia que em que ocorreram.

A importância de ser um ser ativo no processo de aprendizado

Se faz então preciso o uso da ação. Mas o que seria isso? Seria em fazer com que o aluno se torne responsável pelo seu aprendizado. Neste caso, o mesmo precisa de um método ativo, que o mobilize, que o faça pensar, em questionar aquilo que ele receba, que cometa erros, e que através desses possa reconfigurar-se para o acerto. Deve-se ter uma atenção total. Por causa disso a maior retenção vem justamente de atos que visam a produção, dentre eles a resolução de exercícios, criação de textos, interpretando e montando, e certamente revisando os possíveis erros e pontos de melhoria de forma continua. É assim que o ser humano aprende a aprender.
Esquematização da pirâmide do aprendizado contendo
as formas de assimilação de conteúdo de forma ordenada.
O ponto interessante, por tanto, seria a base da pirâmide, em ensinar alguém. O ato de lecionar é em suma o grau máximo, porque aquele que ensina é forçado a se reavaliar de forma constante devido as possíveis perguntas que serão feitas sobre os seus conhecimentos que este passa a seus alunos. Assim sendo, se tem a prova do porquê os professores dominam tanto as suas respectivas áreas de ensino, nem sempre foi assim, mas conforme o mesmo vai avançando na carreia, passando a repetir por diversas vezes as aulas, este acaba por se tornar um grande conhecer de seu campo, mais ainda por saber que cerca de 90% de retenção é feito através do ato de ensinar os outros.

Devemos lembrar também que nem sempre isso pode ocorrer, do professor se tornar um grande conhecedor, se temos uma aula onde o mesmo se apresente rígido, inflexível e não inclinado a responder as dúvidas de seus alunos. Este irá se estagnar no tempo e irá saber apenas aquilo que se esforçou por aprender durante seu tempo de estudo na faculdade. Veja que o processo por vez pode ser visto como uma mão dupla, onde apesar do professor entregar a maior parte por ter estudado objeto a ser aprendido pelos alunos, é justamente o desejo pelo saber dos discentes que irá lapidar a habilidade do professo em um processo continuo de aprendizado. Melhorando não somente seu conteúdo, tendo que estudar para responder as dúvidas de seus alunos, mas também a sua didática, de como o mesmo irá passar o que sabe adiante.

Comparação entre os níveis de aprendizagem

Assim temos no ponto mais alto da pirâmide de aprendizagem os métodos passivos como ler, ouvir e ver, que são feitos através dos sentidos apenas, com cerca de 10%, 20% e 30% de retenção respectivamente. Como não há uma ação não há uma necessidade do cérebro em memorizar essas informações. Quando passamos a interligar esses métodos passivos, melhoramos um pouco o nosso aprendizado, como assistir um vídeo contendo imagens, texto e sons, mas para ser de uma forma mais completa o aprendizado é preciso ir além, e usufruir-se dos níveis mais baixos de atividade da pirâmide, que consiste em comentar e discutir com outras pessoas, fazer alguma coisa relacionada, e ensinar os outros, totalizando em 70%, 80% e 90% os níveis de retenção desses respectivos métodos ativos de aprendizagem.
Outra piramide de aprendizado mostrando os diferente métodos
de aprendizado e respectivos graus de assimilação de conteúdo.
Agora vejamos. Encontramos um grande problema. Os métodos mais abaixo da pirâmide são muitos imediatistas, eles requerem o uso direto daquilo que foi aprendido. De certo modo não podemos jogar os métodos inferiores na lixeira, porque para que possamos executar o que está na base precisamos obter o conhecimento inicialmente pelos métodos do alto da pirâmide do aprendizado. Sendo assim a melhor forma de se aprender seria o uso de constantes revisões atrelado ao uso dos métodos do topo para que se tenha uma base, por isso assistimos aulas, e depois que se tem essa base se parte para os métodos da base, onde iremos debater e discutir aquilo que foi aprendido primeiramente em sua forma individual.

Ao iniciar uma discussão com os alunos, o professo está justamente fazendo com que os aprendizados indivíduos e diferentes entre em conflito e com que os alunos possam verificar aquilo que seja verdade e aquilo que foi assimilado de forma errada. Quando existir dúvidas a respeito, os mesmos podem sempre consultar o uso de livros e apostilas sobre o assunto, que foram produzidos por pessoas muitas vezes renomadas no determinado assunto que se pretende aprender. É o entrave que por tanto é capaz de potencializar o aprendizado. É possível aprender de maneira única e solitária, contudo se faria necessário a criação desse sistema de questionamento de forma individual. Pensando nisso se tem as listas de exercícios que procuram fomentar o questionamento e a auto validação que seria feita no debate.

Quem são os autores da pirâmide do aprendizado?

A teoria de como aprendemos em diferentes graus com base na técnica que utilizamos para aprender foi produzida pelo psiquiatra americano William Glasser através da sua teoria da escolha. Seguindo Glasser o professor não deve se apresentar como um ser supremo e inquestionável, mas sim como um guia, com aquele que irá facilitar o aprendizado de um assunto por justamente este já ter explorado a área com rigor e agora sabendo os melhores caminhos para percorrer o assunto, irá na medida do possível passar esse conteúdo para frente. Segundo William a melhor educação, a perto da ideal, é aquela que faz com que os alunos pensem a respeito sobre aquilo que aprendem, sendo o papel do professor por tanto de promover a discussão, o diálogo e assim o crescimento dos alunos.

Vemos portanto, que para William Glasser o problema da aprendizagem na seria da escolha em si, mas de como os alunos estariam se empenhando para aprender. Não basta investir em educação quando se tem alunos desmotivados, dispersos, e desinteressados pelo aprender. O que precisa ser feito é uma mudança cultural, na forma com o aluno adere aos estudos, em um compromisso de assumir seus atos. Se temos um grupo de alunos que acha normal ou correto tirar notas ruins vemos que existe sim uma falha nos alunos, que pode ter sido gerada por diversos fatores, até mesmo pelo estado da sociedade que considera esse fato como algo comum. Não se pode. Se faz necessário pôr a mão na consciência. Ser um ser crítico e responsável. Porque a realidade é feita de pessoas que se comprometem com aquilo que fazem. E não por pessoas que sem palavra, esta que se banalizou.
Esquema do conde de aprendizado dividido entre o método passivo no topo
e o método ativo na base da figura, com os respectivos graus de retenção de conteúdo.

Entre outros contribuintes se encontra Edgar Dale que chama a pirâmide de o cone da experiência. Na verdade, o que se tem é que a pirâmide de aprendizado seria um mito bem-intencionado. Visto que o que se tratava inicialmente era um cone agrupando métodos audiovisuais na sala como algo a melhorar a educação. Essa pirâmide inicial proposta no livro Audio-visual Methods in Teaching de 1969 não continha nem mesmos números. Os números foram produzidos por Paul John Phillips da Universidade de Texas, sem qualquer método científico comprovatório dessas porcentagens. Mais tarde os números foram combinados com o diagrama por um desconhecido. E o mito estava montado.

Para saber mais a respeito confira os seguintes links voltados ao assunto (em inglês):

A pirâmide de aprendizado é um mito então?

Depois de termos aprendido a respeito sobre a pirâmide de aprendizado de ter descoberto que a mesma se trata de um mito, ainda assim podemos utiliza-la? Bem, podemos porque a mesma faz um certo sentido lógico, contudo não podemos ser dogmáticos em acreditar que retemos as seguintes porcentagens em cada um dos processos mostrados. Seria um verdadeiro absurdo. Na verdade, fora feitos estudos com base nessa pirâmide e o que foi notado é justamente o grau de atenção do estudante que determina o quando este irá aprender sobre um determinado assunto. Cada indivíduo, cada pessoa é única, e, portanto, aprenderá de maneira diferente das outras, alguns são mais visuais, outro mais auditivos, alguns mais sinestésicos. O que é importante é descobrir o melhor método para cada um.

Dados a diversidade que compõem a sala de aula, de cada universo particular em cada mente que se sente para assistir uma aula, o papel do professor, portanto se faz em propor o maio número de possibilidades de aprendizado, ao se utilizar dos mais variados métodos e meios este estará contribuindo para que os alunos possam ver e analisar aquele que for melhor para si. E assim certamente o professor estará fazendo sua parte como facilitar do aprendizado de seus alunos. Não podemos jogar nossos livros foras em favor do uso de vídeos aulas e de apenas recursos interativos. É preciso uma alta gama de meios para que se possa chegar no aprendizado. Isso sim foi visto nas pesquisas e comprovado como realmente efetivo.
sábado, 24 de setembro de 2016

Montagem de cronogramas. Planejando ações na medida do tempo

Perceber-se no tempo permite visualizar coisas que se obscureceriam se não o fizesse.
Certamente um dos maiores inimigos contra a realização de uma tarefa e a falta de definição da mesma. Não se sabe com clareza o que deve ser feito, quando deve ser feito, e onde deve acontecer as tarefas. Com essa falta de simplicidade, conforme vamos adquirindo mais afazeres os mesmos passam a se mesclar de forma rápida, ficando difícil saber o que foi feito e o que deve ser feito. Parece engraçado pensar deste modo quando todos na verdade estão correndo de um lado e para outro com problemas para resolver, através de um processo rígido e linear, eles vão terminando cada um. Esse é ponto central, tal que com o auxílio de uma ferramenta de organização funcional como o cronograma, é possível se planejar e prever com certa antecedência se iremos ou não finalizar as obrigações a tempo, com isso é possível acelerar para que tudo termino na data esperado, ou o oposto, relaxar caso estivermos adiantado.

O cronograma é uma ferramenta que permite gerenciar as atividades que uma pessoa irá exercer em um dado período de tempo, levantando requisitos de seus compromissos e respondendo perguntas simples, como o que e quando sobre as mesmas. A partir disso se faz necessário escolher o estilo de cronograma que será utilizado com base nos dados obtidos inicialmente.

Método de Tabela

Consiste em organizar as informações distribuídas em tabelas, cruzando informações entre as linhas na horizonta e as colunas na vertical. De forma geral, um cronograma nesse estilo é feito com a primeira coluna contendo o horário do dia dividindo entre as linhas, tal que cada linha representa uma hora de variação ou meia hora dependendo de sua preferência. As próximas colunas são utilizadas para preencher as atividades referentes aquele horário se baseando na primeira linha da tabela que deve conter os dias da semana de domingo até sábado. Acredita-se que esse se o método mais usual e aprendido pelas pessoas.

Típico exemplo de um simples cronograma de estudos voltado para o ENEM.
Ilustração retirada do website Vestibular com Dicas

Tomando um exemplo prático, podemos desenvolver duas tabelas, um principal contendo a rotina em uma semana de um aluno do ensino médio a tarde e que faz um curso técnico pela manhã, e com base nos horários livres dessa tabela, montar uma tabela secundário só com o tempo livre reservado, onde irá ser feito um plano de estudos tanto para a escola quanto para o técnico. Sendo assim, inicialmente o aluno irá anotar os horários de todas as atividades que ele realiza em uma semana e montar um cronograma inicial com esses dados. Nesta tabela é importante anotar tempo de transporte, bem como de alimentação e lazer também, para que possa ser feita uma readequação adequada.

A cronograma pode ser feito tanto de forma manual, com o auxílio de régua, lápis e canetas, ou pode ser feito no formato digital, utilizando um programa de manipulação de planilhas eletrônicas como o software pago Office Excel da Microsoft, ou software livre LibreOffice Calc. Assim deve ser posto o início da tarefa com o seu horário correspondente. E no caso do nosso aluno, irar sobrar um horário de aproximadamente três a quatro horas desde quando ele chegou em casa até o horário que ele for dormir, considerando a chegada em cassa em torno de oito horas da noite e indo para cama a meia noite. Com base nesse horário especial deve ser produzido o cronograma de estudos.

Planejamento de estudo

A ideia deste planejamento é criar um ritmo de estudos diários no aluno, forçando a formação de um hábito. No começo, abrir o caderno todos os dias para revisar o conteúdo pode parecer uma tarefa maçante, mas o resultado do esforço vem com tempo através de perseverança. O melhor cronograma de estudos é a sua grade escolar como vimos anteriormente. Com base nela o aluno deve dividir em pequenas seções para cada matéria, aumentado o tempo para aquelas que ele sentir mais dificuldade e precisar de mais tempo, e encurtando aquelas que ele sentir mais facilidade. Com o passar das semanas, o aluno deve incluir também períodos para revisão de conteúdos anteriores para que os esses não sejam esquecidos.

Os finais de semana podem ser utilizados para revisão também, em especial conteúdos que já foram vistos em anos anteriores e que não tenham sidos fixados de maneira plena. Contudo é importante lembrar a importância do descanso, por isso, reserve o sábado ou o domingo preferencialmente para relaxar e se divertir fazendo algo que não esteja relacionado a trabalhos ou a exercícios. Marca um encontro entre amigos, conhecer um novo amor, são inúmeras a possibilidades. Isso deve ser feito porque o cérebro humano não consegue se manter concentrado por muito tempo. No máximo 30 minutos de total concentração, tal que gradativamente a partir desse ponto a taxa de foco vai diminuindo lentamente, por causa disso faça pequenas pausas entre seus estudos também.

Diagrama de Grantt

Por vez chamada de gráfico de Gratt, esse estilo de cronograma consiste na ideia central de poder visualizar o avanço sobre as atividades de um dado projeto, em caso escolar, a montagem de um trabalho. Para montar um é preciso inicialmente definir a data inicial e final do plano, formando um quadro com uma linha vertical a esquerda, denotando o começo, e outra linha a direita, denotando o fim. Dentro deste quadro deve ser colocado barras horizontais denotando os intervalos de tarefas intermediarias que juntas formaram a composição do projeto final.

Gráfico de Gantt ilustrando as atividades através de barras coloridas.
Embora a figura não apresente datas concretas, é possível visualizar
a dispersão das atividades através do projeto.

Para formar o gráfico, por convenção é interessante formar uma tabela listando as atividades individuais do projeto, contendo a data de início e fim de cada. Deste modo, a data de início da primeira atividade do projeto inicia o mesmo e a data de termino da última atividade finaliza o projeto. Com isso obtemos o tempo de duração que irar ser o intervalo de cada uma das barras que será colocada no quadro. Formando assim um padrão que permite reconhecer as atividades que estarão sendo executadas ao mesmo tempo além de poder visualizar as próximas etapas do projeto.

Exemplos práticos

Para auxiliar na montagem dos cronogramas pelo computador. A equipe do blog produziu um arquivo do Excel contendo o cronograma em formato de tabela e do diagrama de Gantt preenchidos com exemplos fictícios. Deste modo o aluno pode usar o modelo como base e adaptá-lo para a realidade do mesmo. Esperamos que seja de grande utilidade.


O leitor também é incentivado a procurar por outras fontes. Existem diversos tutoriais ricos em detalhes ensinando como montar cada um dos cronogramas listados aqui, assim como programas que auxiliam na produção dos mesmos. Basta realizar uma simples busca nos buscadores. Pois o intuito dessa matéria é informar a existência dos mesmos primordialmente.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Tomando nota das aulas. Preparação para revisão de conteúdo

Conservação de matérias através da transformação de dados vagos em informações grafadas.
Ao saber que uma boa revisão é essencial para um bom aprendizado é preciso agora entender o melhor processo para tomar conhecimento das aulas e poder revelas mais tarde em um ambiente mais calmo e propicio para essa atividade. Seja em uma sala de estudos, que muitos utilizam a biblioteca, ou a própria casa do estudante. Estamos falando das anotações, que são fragmentos importantes da aula a serem coletados para que mais tarde sejam usados como guia para os estudos posteriores a respeito do tema, junto com outros artifícios como livros didáticos e apostilas de exercícios.

Anotar informações consiste em sintetizar de forma clara as ideias que alguém deseja
 passar, guardando as mesmas para um uso posterior em um ambiente de estudo.

A primeira forma que as pessoas desenvolvem é inicialmente apenas anotar o que o professor colocar na lousa, e somente quando esse explicitamente mandar que o mesmo deva ser copiado. Este método é o mais antigo de todos e é ensinado desde o ensino primário, contudo conforme vamos crescendo a cobrança por cadernos preenchidos se torna desnecessário, uma vez que o aluno já é capaz de saber ler e escrever de forma funcional. Assim do fundamental dois em diante, muitas vezes não é preciso entregar o caderno para a professora vista. O problema passa a ser se o aluno compreendeu as aulas, e não se ele sabe transcrever aquilo que está escrito no quadro negro ou não.

Esse sistema de transcrição apresenta-se falho pois muita informação importante é pronunciada oralmente pelo professor, e muitas vezes não é passada no quadro. Com isso o aluno ao faz sua revisão precisa relembrar do que foi dito, causando um esforço mental desnecessário. Deste modo, anotar partes chave do que foi dito durante as aulas é muitas vezes mais importante que só copiar matéria. Contudo é importante lembrar que os métodos de anotação devem ser aqueles que o aluno se adequar melhor, tornando o mais produtivo e eficiente. Será mostrado alguns desses, e então o aluno deve tentar cada um deles para configurar aquele que esse se sentir mais confortável.

Método Cornell

Esse sistema de anotações consiste em dividir uma folha em quatro grandes blocos. O topo da página irá conter informações de identificação como o nome do curso e da matéria, o tipo de aula, se é expositiva, laboratório ou uma palestra, data e horário, entre outros. Depois o meio da página ira ser divido em duas partes. A direita deve ficar uma porção maior para as anotações da aula em um formato resumido e claro, assim como os registros de duvidas igualmente para posterior pesquisa ou conversa com o professor. A esquerda, depois da aula, deve ser feita a fixação de ideias através de frases ou palavras chaves, sintetizando ainda mais o conteúdo. A parte inferior deve ser utilizada para a revisão do conteúdo, onde deve ficar um resumo ou sumarização do que foi produzido na parte de anotações.

Método alternativa usual do método Cornell de anotações mostrando
três grandes blocos a serem divididos e preenchidos pelo estudante.

Vale observar que os métodos de anotação tendem a variar de formato, o método Cornell por exemplo pode apresentar a seguintes variações: Remoção do bloco superior que é mesclado com o bloco inferior, colocação das perguntas na seção de tópicos, e não no bloco de anotações ou dúvidas a respeito de quando se deve realizar cada uma das seções, se em aula ou em casa. Um ponto importante é o espaçamento entre o texto escrito. Uma linha deve ser usada para separar ideias opostas, várias linhas para tópicos diferentes, e trocar de folha para temáticas distintas. O importante novamente é que o aluno faça aquilo funcionar melhor e aquilo que mais o agradar.

Método da página dividida

A taquigrafia permite uma escrita veloz e enxuta, contudo
requer prática e dedicação para domina-la com perfeição.
Original a esquerda, a direita a a versão taquigrafada.
Essa estrutura sugere dividir a folha em duas partes geralmente de forma simétrica, a esquerda as ideias primarias sobre o assunto e a direita as ideias secundarias sobre o mesmo. Sendo este método bem mais simples que o Cornell.

Uso se símbolos e abreviações

Como a fala tende a ser mais rápida que a expressão escrita, tentar escrever na mesma velocidade que o professor diz tende a ser algo irreal. Para tanto é preciso se contentar com as partes importantes. O aluno pode começar a desenvolver palavras corriqueiras escritas de forma reduzida ou a criação de símbolos para auxilia-lo, contudo é preciso saber o porquê dos mesmos quando foram criados para que este não se perca depois que tiver que fazer uma revisão a partir do material anotado. Caso queira se aprofundar nessa técnica, formas de escrita rápida foram desenvolvidas, e assim, cada pais conta com um acervo de técnicas próprio. Esta arte se chama taquigrafia e é utilizada por jornalistas em entrevistas e homens da lei para anotar casos. Países de língua portuguesa como o Brasil se utilizam dos métodos Leite Alves, Taylor e Martí. Nos países de língua inglesa como o Estados Unidos se encontram os métodos Gregg, Pitman e Teeline. Ambos os métodos ordenados do mais utilizado para o menos utilizado.

Uso de canetas coloridas

Apesar de soar um pouco infantil e um tanto quanto feminino para os homens, separar os tópicos e títulos do texto com o uso de cores variadas não é só uma maneira de enfeitar o caderno mais sim um sistema que visa auxiliar na organização do material. Quando for revisar o conteúdo é possível ver com clareza quando um dos tópicos aninhados pelos seus respectivos títulos que se diferenciam pela cor, uma maneira muito mais rápida do que ter que ler o caderno para encontrar o que se deseja rever. Deste modo, o uso de canetas hidrográficas, marcadores e afins não só são bem-vindos como estimulados, pois o próprio cérebro prefere coisas que evidenciam contraste do que uma simples folha preenchida de palavras a uma mesma cor.

Uso correto do marca texto para grifar partes importantes das anotações
 realizadas em sala de aula ou produzidas em uma revisão. Em língua inglesa.


Estilos de folha e outros

Não é necessário utilizar um caderno formalmente para anotar as informações. A ideia de ter um caderno vem da praticidade em escrever textos, por conter já a divisão de linhas, as chamadas pautas, onde pode se escrever de maneira confortável. No entanto é um problema pois tentativas de fazer algo mais elaborado que escrever, como ilustrações, gráficos, tabelas e afins, os mesmos serão cortados pelas linhas. Talvez o mais correto possa ser um caderno sem pauta no caso, ou folhas de sulfite em branco que podem ser intercaladas com folhas de papel almaço no famoso fichário, que permite uma organização mais coerente da matéria pela facilidade de troca da posição das folhas.

Retomando novamente, o aluno deve tentar diferentes estilos e executar aquele que o mais lhe agrada. É importante ressaltar que quando um determinado estilo for escolhido não é recomendado ficar trocando muitas vezes pois isso pode bagunçar o cérebro. Deixe por um tempo longo, e quando ver que o método escolhido não se encaixar, então é nessa hora em que se deve buscar novas formas de se preparar para os estudos. Uma ressalva é a anotação através de aparelhos eletrônicos, como a simples foto através de um celular, que muitas vezes pode ajudar na pressa, mas não deve ser tomado como usual pois ao escrever exercitamos nosso cérebro a ver, ler e compreender o conteúdo que está sendo passado, ao tirar uma foto todo esse processo se perde que fica exclusivo na revisão para se familiarizar com o conteúdo. Tome cuidado.
terça-feira, 13 de setembro de 2016

Perda de conhecimentos adquiridos. Por que isso acontece?

Tentamos nos lembrar de coisas importantes, mas parece que só o inútil é de nosso agrado.
Quando estamos na sala de aula e somos repreendidos pelo professor por não saber a matéria aprendida na última aula é um fato muito triste. Não somente para o professor que enxerga que seu trabalho foi em vão, ou que suas tentativas de fazer o aluno aprender falharam. Mas também porque o próprio aluno se sente constrangido com tal acontecimento, por não poder compactuar com os anseios do seu mestre.

Para entender esse dilema, das coisas estarem tão vivas e brilhantes logo após o termino da aula, mas com o passar de um simples dia, ou semanas e meses, todo o conteúdo parece ter sido perdido, é necessária uma verificação do que acontece no cérebro quando aprendemos. Pois bem, imagine que a nossa cabeça possa ser análoga a um computador. Dentro do computador existe dois tipos de memória. A memória RAM, sigla vinda do inglês para Random Acess Memory, que é a memória de trabalho que pode ser imaginada como a memória de curto prazo, nos humanos é nela onde as operações são executadas junto com a memória de longo prazo, no computador chamado pela sigla HD, o Hard Disk, ou disco rígido que guarda as informações ao longo prazo.

Fotografia do hipocampo do cérebro de um rato colorido artificialmente pelos
 neurocientistas Joshua Sanes e Jeff Lichtman da Universiade de Havard
Com isso e mente, quando vamos dormir o nosso cérebro passa as informações da memória de trabalho, ou curto prazo para a memória de longo prazo. Por que disso? Porque a memória de curto prazo é mais rápida e dinâmica mais seu tamanho é muito limitado, e quando essa memória fica cheia, é preciso esvazia-la e decidir o que dever ser armazenado e o que deve ser excluído. E assim sentimos sono. Significa que a memória de trabalho está cheia, então é preciso desligar o corpo para poder mandar as informações para a de longo prazo. Dormimos porque esse processo é muito perigoso para ser feito acordado pois envolve o ligamento e desligamento de células neuronais, algo muito complexo que ainda está sendo estudado.

Mas o que isso contribui com o meu aprendizado? Ora. É preciso saber também que o nosso cérebro evoluiu para gostar de padrões perceptíveis e coisas que causam grande impacto, entre outras pequenas peripécias. Então logo de início não prestar atenção nas aulas, ou porque ela não é interessante, irá desmotiva-lo a decorar esse assunto, portando é preciso tentar gostar da matéria para facilitar esse processo. Outra coisa é o problema de lembrar da brincadeira do professor e não do assunto que envolvia, novamente o cérebro envolveu-se com aquilo que lhe agradava mais, então a solução parece ser diverte-se ao estudar. Se você faz algo não gostando daquilo que faz, seu cérebro não irá se importa em guarda as informações.

O físico teórico alemão Albert Einstein
demonstrando suas habilidades sobre duas rodas.
Fotografia. Califórnia, Santa Barbara - 1933
Agora porque mesmo assim, com o passar do tempo, perdemos aquilo que aprendemos? Talvez algumas coisas envolvendo coordenação motora como andar de bicicleta continua para sempre gravado na memória de alguns. Contudo é preciso fazer uma outra avaliação. Quando armazenamos novas informações, os neurônios se movem para forjar um caminho que resulte nessa determinada informação ou ação desejada. Conforme vamos aprendendo ela através da pratica, estamos dizendo ao nosso cérebro que essa informação é importante e deve ser reforçada, então novos caminhos vão sendo feitos para facilitar a busca por esse conhecimento mais tarde. Como andar de bicicleta é uma ação muito passada, ela foi enraizada a um ponto de não se perder.

Certamente a cabeça de uma criança é muito mais aberta de um adulto, porque essa vem ao mundo para explorar e adquirir certos costumes que irão ser passados por seus responsáveis. Desse jeito a criança aceita grande parte dos costumes, como uma folha em branco sendo preenchida. Contudo conforme vamos recebendo influencias e ganhando experiências, a tentativa de mudar as conexões do cérebro se tornam difíceis, pois o tempo permitiu que elas se madurecessem muito. Por causa disso que aprender uma nova língua quando adulto se torna um obstáculo, porque é preciso reconfigurar o cérebro que aceitava uma única língua, para aceitar a ideia de duas línguas. Algo difícil, mas que pode ser feito, mas requer mais tempo que o jovem teria, considerando que os dois tenham o mesmo esforço e facilidade para tal.

Como resolver este problema do esquecimento?

Sabendo como o cérebro funciona, é preciso planejar estratégias para assegurar que as informações desejadas sejam armazenadas corretamente. Vimos o que deve ser feito a curto prazo, contudo, e a longo? É neste ponto que entra o conceito das revisões. Revendo mais vezes o que se deseja adquiri mostra para o cérebro o que deve ser reconhecido. Quando história de fofocas são contatas inúmeras vezes, aliado ao seu desejo imenso de saber o que se passou nas últimas horas, temos a receita perfeita para registrar os inúmeros detalhes de quem ou acontecimento a pessoa estava contando. A mesma coisa com outros assuntos menores, como tudo a respeito do garoto da revista teen ou sobre as novidades de contratação de novos jogadores para um time de futebol. Para isso grande maioria consegue desenvolver lembranças solidas. A solução é transportar essa mesma motivação e desejo para os estudos.

Pesquisas foram feitas para avaliar o grau de retenção de um conteúdo, dentre eles o psicólogo experimental alemão Hermann Ebbinghaus em 1894 já estudava esse problema. Ele produzido um gráfico de linhas mostrando a retenção de um determinado conteúdo em porcentagem em função do tempo decorrido. E o que foi encontrado é que tendemos a esquecer muito rapidamente o que não revisamos. Foi averiguado uma perda de 60% do conteúdo após meros 20 minutos se a pessoa não pensar a respeito do assunto posteriormente. Mas o interessante é que, conforme a pessoa revisa o conteúdo, a perda do mesmo tende a ser menor a cada nova revisão, até chegar um ponto de a pessoa não esquecer ou esquecer muito pouco o que foi aprendido.
Explicação da curva do esquecimento de forma detalhada.
Ilustração retirado do website Forever Student.
Com isso, a ideia de estudar com consciência é estudar com alta taxa de absolvição dos conteúdos averiguados. Esse problema geralmente se agrava com a falta de interesse pela matéria, que não causando euforia no cérebro, reduz a relevância dessa em ser armazenada. Leitura complicadas, demoradas e chatas para o leitor tendem a ter o mesmo efeito. Para solucionar esse problema é preciso estar focado e não se deixar levar por outros pensamentos a respeito, que iram tira-lo fora da leitura e o entendimento da mesma, pois o leitor irá se focar em coisas externas que atormentam a cabeça dele.

A primeira revisão tende a ser a mais demorada, porque grande parte do conteúdo foi extinto, depois conforme o cérebro vai solidificando as informações, aquilo que inicialmente precisava demorar algumas horas para ser lembrado nos primeiros dias, torna-se apenas alguns minutos para ter à tona o antigo pensamento. Com isso esperamos que os alunos e aficionados pelo aprender possam compreender um pouco de uns dos problemas existente neste ato. Agora resta o mesmo se preparar e dedicar para ultrapassar esse problema que muitas vezes não é comentado em instituições de ensino, e se é, por vez é feito brevemente.
quarta-feira, 13 de abril de 2016

O forjamento do pensamento racionalista humano - Segunda insinuação

A personificação dos números na mente humana e a copulação deles entre si.
Em dias atuais, a tentativa mais que pequena, de conceber o homem sem o conhecimento da contagem, é algo que praticamente barrar o impossível. Pois desde a escola primaria as crianças são treinados a decernir diferentes quantidades de maçãs e gansos que são apresentados na forma de figuras ilustrativas. Contudo poderia o homem que não passou por esse processo, ter conseguido desenvolver por conta própria essa ideia? É uma das aquelas perguntas que não pode ser respondida com um simples sim, ou um não. Existem muitas variáveis que se alteradas podem modificar o resultado final da resposta. Para resolver esse problema é necessário recordar-se então da última insinuação.

O corvo apesar de ser uma ave, apresenta
certas características humanas, como a empatia,
além de poder ser manipulativo e brincalhão
O homem, assim como alguns outros animais, como chimpanzés, elefantes, golfinhos e corvos, faz parte de um grupo seleto que tem a capacidade de se reconhecer no espelho. Esse teste é primordial para o desenvolvimento da razão e consequentemente da lógica matemática, pois permite de fato concluir que o animal tem consciência de si mesmo além da capacidade de se diferenciar do ambiente externo que o cerca, o chamado cosmos da filosofia. Só assim pode-se começar a nomenclatura da contagem, o número um, é cada uma dessas entidades, o eu é um, único, assim como o cosmo, porque são diferentes. Isto são então, resquício da propriedade de isolamento.

Depois da descoberta da individualidade, do número um. O ser começa a notar que faz parte do cosmo e que este faz parte dele. Com isso a junção de uma isolação, o ser, com outra isolação, o cosmo, permite a fabricação do número dois, o segundo, através da existência de uma relação entre partes, de ordem convergente, isso é, que se assemelha. Mas apesar disso o ser reconhece sua diferenciação do cosmo, o cosmo porem não é capaz de se diferenciar, pois apresenta-se formado pelo conjunto restante, de todas as outras coisas que não são o ser. Assim nasce a ideia do número três, que tem como finalidade a representatividade do desconhecido.

Mas uma vez essas formulações remetem a dois conceitos formulados por Aristóteles para a lógica clássica, o princípio da identidade, o ser é ele mesmo, e o princípio da não contradição, o ser não pode ser outro ser. Mas para tornar útil esses números, era preciso ordena-los e dar origem a contagem. Esse conceito surge da equiparação, isto é, a correspondência um a um dos elementos de um grupo disperso. Esse método é utilizado até os dias atuais, pois permite de uma forma rápida e fácil, contar sem se preocupar com os números, quando por exemplo, uma pessoa sabe que pode se sentar no ônibus sem contar o número de pessoas, de assentos, e fazer as contas.

Nós em cordas, pedrinhas, riscar e ossos,
foram diversos os métodos para
representar os números
Ficticiamente tem se como base um pastor que deseja saber ao final do dia de pastagem se conseguiu recuperar todas as suas ovelhas. Para cada uma delas ele agrega uma pedrinha a um saco de pano que leva consigo. Quando guarda as ovelhas, basta passar as pedras para outro saco, e assim, caso restar pedras no primeiro saco, ele saberá sem contar, que faltam ovelhas. Assim ele irá procurar as ovelhas restantes, e para cada uma que ele encontrar, passará uma pedrinha para o novo saco, até que este primeiro não tenha mais pedrinhas.

Essa ideia de identificar uma entidade como outra era tão eficiente, que podia-se assimilar as coisas à partes do corpo predeterminadas, assim tendo os dedos das mãos como pedrinhas, podia-se assimilar cada membro da família a um dedo levantado, e trocar, abaixar o dedo, por cada par de comida respectivo a cada membro da família. Mais tarde, o homem passou-se a utilizar de marcas de tintas, que o permitiu ele registrar essas quantidades para a posterioridade.

Dado o aspecto cardinal dos números pela equiparação, a contagem só pode ser formada através do aspecto ordinal do mundo, que permite identificar que os números podem ser superiores a alguns, e inferiores a outros. Eles podem ser rearranjados em uma ordem, que segue o conceito da sucessão, onde para se construir números maiores deve-se juntar números menores. Algo como quando os bebes respondem quantas balas existem nas mãos de suas mães. Dizendo um, um, um. Repetindo-se o número um três vezes, simbolizando a individualidade de cada bala, mas não identificando a mesma como um conjunto que agrega as três individualidades, uma de cada bala.

Qual é o maior número que existe? Pegunta de criança.
Um número maior que infinito? Basta acreditar que tal
número exista. O cardinal inacessível que não pode
ser obtido por quantidades finitas, como aleph zero.
Para compreender a construção dos números através dos isolados, tomemos os mesmos como conjuntos. A base de toda a matemática é identificada no estudo da teoria dos conjuntos, onde um conjunto é simbolizado pela coletânea de entes. Cada ente sendo um elemento pertencente ao conjunto. Agora podemos construir os número a partir do nada. Mas como podemos ter algo a partir do nada. Não seria isso algo impossível de ser feito? Bem. Vamos observar. Tomemos a definição de um conjunto vazio. O conjunto vazio pode ser representado de duas formas, por dois colchetes, um de abertura e logo em seguida outro de fechamento com nada entre esses, ou pelo simbolo do zero cortado, que na verdade é uma inspiração do alfabeto dano-norueguês.

Quando nós temos o conjunto vazio, que representa o nada, temos então a representação quantitativa de nenhuma quantidade. Formalmente nós atribuímos o valor zero para os conjuntos onde não se encontra nenhum ente. Agora se nós inserimos um conjunto vazio dentro de um conjunto vazio, este deixa de ser vazio e passa a ter um ente instalado, com isso acabamos de formalizar a definição do número um, que é o conjunto onde se encontra um e somente um único elemento. Para o próximo número, o número dois, as coisas se tornam um pouco mais complicadas. Eu não poderia adicionar mais um conjunto vazio e denominar que tenho o número dois, isso porque o conjunto vazio em si mesmo simboliza o valor zero, devemos então adicionar o conjunto do número um dentro dele mesmo. E assim sendo temos o número dois.

Para os próximos números, como o três, devemos continuar essa repetição recursiva, adicionando o conjunto atual dentro dele mesmo, onde através desse projeto obtemos o próximo número da lista. Isso nos garante não somente o número puro em sim, mas também a construção do sistema de ordenação. Onde a cada passo forçamos a relação de superioridade de um conjunto em relação a outro. Separando as adições dos conjuntos através de uma virgula. Não podemos definir a mera separação de conjuntos vazios por virgulas, pois o conjunto vazio em si é vazio, mas um conjunto com vazio não, e por isso quando tenho uma sequência de conjuntos vazios eu tenho nada, sua soma por assim dizer resulta em zero. Contudo a junção de um conjunto com um vazio não resulta em zero, mas sim em um.
Construção dos números ordinais através da teoria dos conjuntos.
A letra grega omega zero representa a nomeação de todos os números naturais.
Pegue o número quatro. Temos os conjuntos zero, um dois, e três inseridos dentro desse. Esse arranjo nos fornece portanto o número quatro. A soma efetuada para se considerar o próximo número é que o conjunto atual é sempre uma unidade inferior a sua cardinalidade, do seu valor como número. Isso porque começamos nossa contagem a partir do número zero, e não do número um. Algo muito importante de ser notado. O conjunto infinito final de números possíveis nos naturais chamamos de aleph zero, representado pela letra hebraica aleph adicionada de um pequeno zero inferior a direita da letra. Já para questões de nomeação do número, utilizamo-se da letra grega omega zero. Com a mesma estrutura apresentada.

Caso tenha perdido a insinuação anterior. Não deixe de ler a mesma através do seguinte link,
como forma de complemento para a compressão dessa insinuação posterior: