terça-feira, 18 de julho de 2017

A origem do conhecimento e a produção de significado pelos homens

Não somente de inteligência racional vive homem, mas também de inteligência emocional.
Nesta postagem iremos discutir a respeito da temática do conhecimento, explorando sua natureza, sua definição. E veremos como o conhecimento se relaciona com outros itens antecedentes, como os dados do mundo e as informações que são gerados a partir desses. Bem como as nomenclaturas de inteligência que existem e seus diferentes tipos e usos. Bem. O conhecimento pode ser descrito como o ato ou efeito de ser obter informações sobre um determinado ente do mundo. Este podendo ser material e real, como uma maça, ou imaginário e abstrato, como a quantidade de maças presente dentro de uma caixa. Perceba que, enquanto a maça existe e é real no mundo, os números não existem na natureza em si, mas apenas o seu conceito quantitativo de classificação, em dizer quantas maças existem na caixa.

Maças e outras frutas são objetos do mundo
que podem abstraídos pelos humanos.
O mundo é composto por uma série de objetos e cada um deles apresenta características intrínsecas ao mesmo. Para essas características damos o nome de dado, que é todo o elemento identificável em um objeto, que quando recebe um processamento, através de uma análise quanto a seu contexto e propósito, obtemos a informação, que é o resultado da análise desses dados, tornando-se útil para o receptor desses, que os organiza e categoriza, estruturando-os. Quando pronuncio o atributo puro vermelho, estou me referindo a um dado, quando digo que a maça é vermelha, estou informando o atributo de um objeto, por tanto, uma informação. Por fim temos o conhecimento, que é habilidade de relacionar informações, de procurar padrões através da reflexão e síntese. Dando uma funcionalidade ao objeto.

Se sabemos que maças vermelhas são boas para comer, e que as maças verdes não são boas para tal ato. Podemos tomar conhecimento que devemos comer as maças vermelhas e não as maças verdes. Ao relacionar a qualidade do gosto da maça a sua cor, derivamos que podemos saber se a mesma pode ser comida ou não apenas por esta característica, e não precisamos então, necessariamente, comer a maça para saber se a mesma se encontra boa ou não para o consumo. Isso é o conhecimento que adquirimos através da combinação de informações. Deste modo, temos a ação a ser tomada com base no conhecimento. As decisões humanas são feitias tomando isso como base. Quanto mais conhecimento tenho, mais liberdade tenho para escolher entre as diversas opções que predisponho.

A diferença entre inteligência, sabedoria e esperteza

Tudo isso muito interessante. Agora vamos dar uma olhada na definição de inteligência. Inteligência pode ser definida como a habilidade de se resolver problemas. Inteligente é por tanto aquele capaz de abstrair as informações de um problema, pensa em uma forma de resolve-lo, planejando passos e artifícios, que por fim irá gerar uma solução valida e logo correta. Grande parte das vezes quando tratamos de inteligência vemos apenas uma única faceta de sua existência, que é a inteligência racional através do famoso quociente de inteligência, o bom e velho QI. Contudo devemos lembrar que temos um outro tipo de inteligência, tão importante quanto a primeira, que é a inteligência emocional, também chamado de quociente emocional, abreviado certa vez por QE. Sendo essa última irracional, não sentido estrito da palavra, e sim que a mesma não segue as leis lógicas da razão e sim da emoção. Tendo esta, portanto, uma lógica diferenciada e própria para si.

A inteligência, sendo assim, está estritamente relacionada com a velocidade em fornecer uma resposta válida para algum problema. Pessoas inteligentes por tanto são as que consegue resolver um problema no menor tempo possível. E menos inteligentes são aquelas que demoram ou não conseguem solucionar o problema. Quando falamos em inteligência emocional, perceba que o problema deixa de ser resolver contas matemáticas e afins, mas sim em saber lidar com as pessoas ao seu redor. Pessoas estressadas e com pouca paciência, bem como pessoas que não consegue se relacionar com os outros, podem indicar uma baixa inteligência emocional. Apresentadores de televisão e comerciantes são exemplos de profissões que requerem altas habilidades nesse tipo de inteligência.
A inteligência emocional é uma habilidade que infelizmente não é
ensinado nas escolas, e por tanto, deve ser aprendida no decorrer da vida.
Já a sabedoria se trata do acumulo de conhecimento obtido por uma pessoa. Uma pessoa é sabia se a mesma é detentora de muitos conhecimentos. Geralmente a sociedade atribui o título de sábio aos idosos, por terem vivido a vida por mais tempo que os jovens, e assim, terem acumulado um alto grau de experiências sobre a vida. Contudo nem sempre isso se verifica, dado que para ser sábio a pessoa precisa ter obtido o conhecimento, se a mesma não tiver vivenciado muitas experiências, poderá ser um idoso e menos sábio que um jovem que tenha vivido várias experiências diferentes e obtido o conhecimento a partir dessas. Deste modo, ser sábio é melhor que ser inteligente. Pois o sábio ao ter se deparado por inúmeros problemas, tem mais conhecimento para raciocinar, logo resolver problemas de maneira mais eficiente e rápida. Quanto a inteligência diz respeito mais da capacidade de raciocinar apenas, este pode ter mais dificuldades, pois pode lhe faltar experiência para solucionar as questões que são lhe dado.

Por fim temos a esperteza. Esperto é aquele que se utiliza de seus conhecimentos para um dado benefício, seja próprio ou coletivo. Produzindo necessariamente uma ação contextualizada. Podendo ser empregada tanto de forma pejorativa, como “tirar vantagens”, o chamado espertinho, ou não. Comer a maça vermelha é algo a ser feito porque é bom. Perceba que na esperteza há por tanto sempre um juízo de valor. Onde se pondera aquilo que deve ou não ser feito. Uma pessoa pode ser esperta e não necessariamente inteligente. Pessoas espertas geralmente são líderes e chefes de grupos, pois conseguem obter o melhor de cada um dos indivíduos para que a resolução de um determinado problema seja feita da melhor maneira possível. Reduzindo-se custos e aumentando os lucros de uma empresa por exemplo, evitando a de sobrecarregar de atividades nas pessoas, conhecendo seus limites, ou não designar tarefas que não compete a determinadas pessoas. Perceba que a inteligência emocional se faz muito importante que a inteligência racional.

Semiótica e o estudo dos objetos do conhecimento

No ramo da aprendizagem encontramos as definições, que podem ser divididas em conceitos e fatos. Conceitos são relações de fatos. Os fatos são os dados em si em sua forma pura e devem ser, portanto apenas memorizados. Enquanto os conceitos, deve-se ter os fatos memorizados e juntos com esses, memorizar suas relações. A frase “aprender é recordar” ser refere diretamente a esse processo de decorar fatos e conceitos que serão utilizados para a resolução de problemas, é a sabedoria. A maneira como você ordena os conceitos e os fatos para encontra a solução de novos problemas é a sua inteligência. Tudo que é novo fica a cargo da inteligência, e tudo que é velho, que já foi visto fica encarregado de ser resolvido pela sabedoria. Os sábios são mais rápidos porque ao presenciarem o problema antes, ou parecido, conseguem resolve-lo em menor tempo, do que uma pessoa inteligente que terá que desenvolver todo o raciocínio do zero caso esta não tenha o conhecimento suficiente dos conceitos e dos fatos do dado objeto, como vimos anteriormente.

Segundo Pierce a semiótica pode ser representada por um triângulo composto por três atores distintos: o objeto, representando o ente na natureza em sua forma pura, e junto a esse temos o signo, que é a representação figurada desse objeto imaterial ou real. Um exemplo elucidativo seria as placas de transito que representam a sinalização a respeito do que é ou não permitido nas ruas e estradas. Logo temos o interpretante, o agente capaz de relacionar o signo a seu objeto e vice-versa. Quando vemos uma placa de proibido estacionar, vemos o seu símbolo, no caso a letra e maiúscula cortada, onde o corte significa proibido, e o e maiúsculo deriva da primeira letra da palavra estacionar. Esta representação foi assimilada ao objeto imaterial de que não podemos estacionar no local onde esta placa estiver posicionada, representando o signo do objeto de proibição.
O triangulo de Pierce pode ser utilizado para compreender
como a linguagem humana é construída e se molda para
abstrair os objetos em signos inteligíveis.

Para os signos, Pierce produziu uma divisão ampla e categorizada de três formas a relação entre o signo e o objeto: o ícone como imagem, em que se caracteriza com o objeto através de sua semelhança com esse, já o índice é utilizado para indicar, apontar a presença de um dado objeto por uma relação de consequência por contiguidade, onde ao se encontrar o objeto irá ser encontrar o outro dado objeto. Por fim temos o símbolo, onde é feito uma representatividade do objeto por uma abstração, sendo muitas vezes arbitrário e convencionado. Para elucidar as relações tomadas, podemos ter uma fotografia como um ícone, onde a relação da imagem de uma pessoa na vida real e na foto é feita de maneira direta. Um sinal de fumaça ou uma pegada na areia indicam presença de fogo e de que alguém passou naquele local, uma relação de contiguidade. E o simbolo da "cruz vermelha" simboliza a presença de um hospital, perceba que o sinal de mais que representa esse simbolo não há qualquer relação com saúde ou um hospital. Com isso obtemos a definição de linguagem para Pierce, que consiste em um agrupamento de signos, que nada mais são do que objetos que está no lugar do outro. As palavras, por exemplo, são uma forma eficiente em abstrair as coisas do mundo, bem como a fala oral, mesmo por certa vez serem tão ambíguas quando mal utilizadas.
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